Cristãos são obrigados a se reunirem em secreto caso queiram cultuar a Jesus na China. O relato é da Organização Não Governamental (ONG), Missão Portas Abertas, fundada em 1955 com o objetivo de ajudar e apoiar as igrejas e cristãos perseguidos ao redor do mundo.
Na China, segundo a Missão Portas Abertas, os crentes em Jesus precisam se reunir em casas de parentes ou amigos, de maneira oculta, caso queiram seguir os ensinamentos da Bíblia e adorarem a Deus.
No relatório da ONG "Como é a perseguição aos cristãos na China?", os relatos de cristãos locais mostram que o governo chinês monitora as igrejas e todos os cidadãos que professam a fé em Jesus Cristo.
Para o Partido Comunista Chinês (PCC, de extrema-esquerda), o "cristianismo é visto como uma ameaça que deve ser rigidamente controlada e contida no país", conforme a Missão Portas Abertas. Além disso, apenas igrejas cadastradas e regulamentadas pelo governo chinês podem ter portas abertas.
Falta de liberdade religiosa
Ao regulamentar igrejas, o governo chinês monitora o que é pregado dentro das igrejas, para que não haja nenhuma "discordância" com a cartilha comunista imposta pelo regime totalitário da China.
O governo também interfere na liberdade individual dos cidadãos: menores de 18 anos não podem ir às igrejas. E as igrejas mais fiéis e ortodoxas à Bíblia e ao Cristianismo funcionam de maneira secreta, pois, pastores e padres correm risco de serem presos, açoitados, assediados e a comunidade cristã sofrer represálias.
A Missão Portas Abertas também destaca como as mulheres sofrem por seguir a Jesus e outros grupos religiosos e de outros credos, como muçulmanos e budistas, apesar que, dentro de comunidades islâmicas chinesas, mulheres que se convertem a Jesus podem ser excluídas do convívio social e sofrer divórcio forçado, conforme relatório da ONG.
A China é o 17º país que mais persegue cristãos no mundo, segundo o relatório da ONG Missão Portas Abertas.
O regime autoritário chinês é aliado do governo Lula
O "presidente" da República Popular da China, Xi Jinping, é um aliado político do atual presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT, de esquerda).

Os dois defendem o chamado "Sul Global" nas relações políticas internacionais, que incluem Brasil e China. O governo brasileiro, sob gestão Lula e o chinês tem estreitado cada vez mais as relações diplomáticas, além do relacionamento comercial (a China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009).
Isso chama a atenção para um caso recente de monitoramento das igrejas brasileiras antes do 1º turno (não feita pelo governo Lula), mas por acadêmicos e a ONG "More in Common", podendo abrir precedentes para eventuais futuros governos anticristãos.



