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Mundo

Cristãos precisam se reunir em secreto na China por conta de vigilância e perseguição do governo comunista chinês

Fiéis que querem seguir a Jesus precisam se encontrar secretamente para cultos, enquanto igrejas públicas são as regulamentadas e monitoradas pelo Partido Comunista Chinês (PCC).

Foto de Folha de Marizópolis
Equipe de redação
Publicado: 15 de out. de 2026 11:30
Fachada da Catedral do Sagrado Coração, em Guangzhou, na China, sob céu ensolarado.
A Catedral do Sagrado Coração, em Guangzhou, é um marco da presença cristã na China. Foto: Bingqian Li/Pexels.Crédito: Foto: Bingqian Li/Pexels.

Cristãos são obrigados a se reunirem em secreto caso queiram cultuar a Jesus na China. O relato é da Organização Não Governamental (ONG), Missão Portas Abertas, fundada em 1955 com o objetivo de ajudar e apoiar as igrejas e cristãos perseguidos ao redor do mundo.


Na China, segundo a Missão Portas Abertas, os crentes em Jesus precisam se reunir em casas de parentes ou amigos, de maneira oculta, caso queiram seguir os ensinamentos da Bíblia e adorarem a Deus.


No relatório da ONG "Como é a perseguição aos cristãos na China?", os relatos de cristãos locais mostram que o governo chinês monitora as igrejas e todos os cidadãos que professam a fé em Jesus Cristo.


Para o Partido Comunista Chinês (PCC, de extrema-esquerda), o "cristianismo é visto como uma ameaça que deve ser rigidamente controlada e contida no país", conforme a Missão Portas Abertas. Além disso, apenas igrejas cadastradas e regulamentadas pelo governo chinês podem ter portas abertas.


Falta de liberdade religiosa


Ao regulamentar igrejas, o governo chinês monitora o que é pregado dentro das igrejas, para que não haja nenhuma "discordância" com a cartilha comunista imposta pelo regime totalitário da China.


O governo também interfere na liberdade individual dos cidadãos: menores de 18 anos não podem ir às igrejas. E as igrejas mais fiéis e ortodoxas à Bíblia e ao Cristianismo funcionam de maneira secreta, pois, pastores e padres correm risco de serem presos, açoitados, assediados e a comunidade cristã sofrer represálias.


A Missão Portas Abertas também destaca como as mulheres sofrem por seguir a Jesus e outros grupos religiosos e de outros credos, como muçulmanos e budistas, apesar que, dentro de comunidades islâmicas chinesas, mulheres que se convertem a Jesus podem ser excluídas do convívio social e sofrer divórcio forçado, conforme relatório da ONG.


A China é o 17º país que mais persegue cristãos no mundo, segundo o relatório da ONG Missão Portas Abertas.


O regime autoritário chinês é aliado do governo Lula


O "presidente" da República Popular da China, Xi Jinping, é um aliado político do atual presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT, de esquerda).


Xi Jinping, presidente da China, durante encontro diplomático em Pequim, em junho de 2025.   Copiar ALT
Xi Jinping durante encontro com o presidente do Equador, Daniel Noboa, em Pequim, em 26 de junho de 2025. Foto: Presidência da República do Equador



Os dois defendem o chamado "Sul Global" nas relações políticas internacionais, que incluem Brasil e China. O governo brasileiro, sob gestão Lula e o chinês tem estreitado cada vez mais as relações diplomáticas, além do relacionamento comercial (a China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009).


Isso chama a atenção para um caso recente de monitoramento das igrejas brasileiras antes do 1º turno (não feita pelo governo Lula), mas por acadêmicos e a ONG "More in Common", podendo abrir precedentes para eventuais futuros governos anticristãos.

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